Conhecimento para a sociedade
O CePOF transferirá ao INCT Fotônica para Comunicações Ópticas seu extenso legado de pesquisa, infraestrutura de ponta e experiência na difusão do conhecimento

Por Claudia Izique

No final de 2013, será inaugurada a futura sede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Fotônica para Comunicações Ópticas (Fotonicom), apoiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela FAPESP. Com 860 metros quadrados de área e construído com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), o novo prédio ficará ao lado do Instituto de Física Gleb Wataghin, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O Fotonicom tem como objetivo liderar um programa para o desenvolvimento nacional das comunicações ópticas, voltado também para a educação e a difusão do conhecimento. Para tanto, contará com o legado do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CePOF) de Campinas, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), apoiado pela FAPESP entre 2000 e 2013.

Nesse período, o CePOF implementou um projeto de investigação bem sucedido, na fronteira do conhecimento em comunicação óptica, laser e biofotônica, além de ter constituído uma plataforma de fibra óptica – a KyaTera –, interligando laboratórios de comunicação óptica de todo o Estado de São Paulo.

O CePOF também legará ao INCT um porfólio robusto de parceiros empresariais, excelência na formação de recursos humanos – dezenas de ex-alunos estão trabalhando em empresas parceiras –, além de experiência na organização de cursos de treinamento para técnicos e de workshops sobre tópicos de interesse para a indústria. Legará ainda a criação do primeiro Capítulo de Estudantes da The Optical Society (OSA) na América Latina, o mais ativo do mundo em atividades de disseminação e educação, incluindo palestras para crianças e adolescentes.

Com o apoio de alunos do Capítulo de Estudantes e do Instituto de Física Gleb Wataghin, o CePOF organizou, ao longo de mais de uma década, os programas Escola Sérgio Porto de Física Aplicada, Workshop Internacional de Comunicações Ópticas, Física nas Férias, Escola Avançada de Física, Feira de Física, Olimpíada Brasileira de Física, 1ª Olimpíada de Física da Unicamp, entre outras atividades.

Além disso, o Centro apoiou o Encontro de Jovens Pesquisadores, com participantes de todas as regiões do Brasil, e um programa de visitas para escolas municipais da região de Campinas – em parceria com os institutos de Física e de Biologia e com a Faculdade de Medicina da Unicamp – que, em 2012, mobilizou 1,2 mil estudantes.
 
Na avaliação de Hugo Fragnito, coordenador do CePOF, o principal legado do CEPID será a infraestrutura de laboratórios “multiusuários e de primeiro mundo” criada ao longo dos últimos 11 anos.  “Além do KyaTera, dos laboratórios para fabricação e teste de fibras e de óptica integrada e dos laboratórios de biofotônica no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e na Unicamp, deixamos um moderno cluster computacional para a modelagem de dispositivos fotônicos.”

Adquirido pelo CePOF, o cluster é composto por cinco nós computacionais, com dois processadores Intel de 8 cores/16 threads cada e 128 GB de memória RAM. “Nessa configuração, poderemos realizar modelagens no estado da arte”, explica o pesquisador Hugo Enrique Hernandez Figueroa, coordenador de Programas e de Transferência de Tecnologia.

Para saber mais sobre o CePOF de Campinas leia também: Comunicação para o FuturoA Versatilidade da luz e Kyatera, uma plataforma de testes ópticos.

(Foto: Juca Martins)