Sobre o Centro
Com pesquisas nas áreas de genética, neurobiologia, farmacologia, neuroimagem, ciência da computação, robótica, física e engenharia, o Instituto investiga os mecanismos básicos da epilepsia, do AVC e de lesões associadas
 

O Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN) tem como foco a investigação dos mecanismos que levam à epilepsia e ao acidente vascular cerebral (AVC), assim como os danos causados por sua progressão.

Tal linha de pesquisa tem importantes aplicações na prevenção, no diagnóstico, no tratamento e na reabilitação e servirá como modelo para o melhor entendimento das funções do cérebro, em condições normais e anormais. A principal motivação do Centro é a necessidade de enfrentar esses complexos e relevantes problemas biológicos, combinando as competências de grupos de pesquisa com características distintas e complementares.

Um dos muitos fatores que explicam a complexidade das pesquisas em epilepsia e AVC é o fato de que tais condições não são univocamente definidas – isto é, não podem ser associadas a uma única doença ou síndrome. Daí a necessidade de estudos multilaterais e colaborativos, que mobilizem cientistas de diferentes áreas de especialização, orientados por teorias científicas sólidas e comprometidos em oferecer aplicações relevantes.

A pesquisa atende a três requisitos: relevância clínica, realismo e originalidade científica. Para isso, são combinados genética, neurobiologia, farmacologia, neuroimageamento, informática, robótica, engenharia e física. Os resultados beneficiarão pacientes com epilepsia, AVC e outras doenças prevalentes, contribuindo substancialmente para o avanço das discussões científicas nos campos neurologia, psiquiatria e neurociências cognitivas.

As colaborações entre o Centro e outros grandes grupos de pesquisa em neurociências promoverão o avanço em áreas do conhecimento altamente relevantes para pessoas que sofrem dessas devastadoras condições neurológicas.

O campo da neurotecnologia apresenta grande potencial em inovação e transferência tecnológica. Os desafios estão na produção de equipamentos complexos e de softwares voltados para diagnóstico e tratamento. Isso inclui o desenvolvimento e a construção de sistemas de imageamento funcional do cérebro, usando fótons infravermelhos; o desenho e a microfabricação de neurossondas para pesquisa inovadora e uso clínico; o desenvolvimento de softwares otimizados para processamento de imagens médicas; o desenvolvimento de técnicas rápidas de diagnóstico, baseadas em rastreamento genético; o desenho e a construção de interfaces cérebro-computador para tecnologias de assistência; e o desenvolvimento de sistemas de reabilitação.

Na área de tratamento e reabilitação, o Centro trabalhará com monitoramento remoto de pacientes. Uma perspectiva, por exemplo, é a instalação, em domicílio, de eletroencefalógrafos altamente portáteis, possibilitando aos pacientes evitar longos períodos de espera para internação hospitalar. Nessa área, o Centro também pretende desenvolver equipamentos controlados remotamente (como robôs móveis) que permitam aos médicos interagir com pacientes fora dos hospitais.

Em paralelo a programas formais de graduação em neurociências, o Centro colocará em prática um plano de difusão do conhecimento e de educação que engloba a criação de websites, programas online de rádio e TV; a criação de redes sociais específicas, blogs e microblogs; a expansão de uma revista já existente; e a publicação de livros para disseminar as neurociências na comunidade.

Além disso, o Centro criará um curso de educação em neurociências para professores da rede escolar, bem como um programa de educação continuada em jornalismo científico, e promoverá um calendário anual de eventos, com encontros e workshops.