O círculo virtuoso da Ciência
Atividades voltadas ao ensino de ciências e ao apoio à pesquisa científica por alunos e professores da rede básica já beneficiaram 2,3 mil estudantes de Ribeirão Preto e região

Por Claudia Izique

Os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), apoiados pela FAPESP, têm como missão desenvolver pesquisa na fronteira do conhecimento, transferir tecnologia para a sociedade e difundir o conhecimento científico, não apenas para a qualificação de recursos humanos especializados, mas também para a formação de alunos e professores. 

O Centro de Terapia Celular (CTC) – constituído no primeiro edital do Programa e cujo projeto foi aprovado também no segundo edital – consolidou, nos últimos 11 anos, um forte programa de difusão do conhecimento.

No dia 27 de junho, por exemplo, cerca de 200 alunos e professores de escolas de Ribeirão Preto (em São Paulo) e região lotaram o auditório do Hemocentro local no encontro de encerramento do projeto Pequeno Cientista. Dezenove grupos de estudantes com entre 12 e 15 anos apresentaram trabalhos sobre temas diversos: clima, genética do sangue, diabetes, fatores sanguíneos, entre outros, elaborados com o apoio de um pesquisador/orientador ao longo de 25 horas, no primeiro semestre do ano.

Marco Antônio, Mateus e Gabriela, alunos de 5ª e 8ª séries da Escola Pró-Ativa, de Batatais, utilizaram uma engenhoca – um cilindro dentro de uma caixa de madeira – para explicar o processo de germinação de plantas. Diego e Wallace, de 13 e 15 anos, da Escola Técnica de Química de Luiz Antônio, explicaram a diferença de batimentos cardíacos em jovens e idosos. Camila e Júlia, da 8ª série do SESI de Ribeirão Preto, mostraram os vários tipos de câncer.

Pequeno Cientista é um dos programas da Casa da Ciência, ligada ao Hemocentro de Ribeirão Preto e criada em 2001 como braço educacional do CTC. A Casa desenvolve atividades voltadas ao ensino de ciências e apoia a pesquisa científica por alunos e professores da rede básica de ensino. Ao longo de 11 anos, já atendeu mais de 2,3 mil estudantes da região. “Ao longo de todos esses anos, compreendemos que, mais importante do que lhes passar conteúdos, é ensiná-los a fazer perguntas”, diz Marisa Barbieri, coordenadora de Difusão do CTC.

Essa “aprendizagem” fez com que alguns programas fossem reavaliados e redirecionados. Caça Talentos, por exemplo, o primeiro programa da Casa da Ciência, foi substituído por Adote um Cientista, que promove a interação entre alunos da rede de ensino e pós-graduandos da Universidade de São Paulo (USP), em palestras, práticas de laboratório, observações, coletas e grupos temáticos.

Outro programa, criado recentemente, é Adote uma Experiência, que disponibiliza no site da Casa da Ciência vídeos com sugestões de atividades científicas a serem desenvolvidas em sala da aula.

Para saber mais sobre o CTC leia também Pesquisa aplicada em células-tronco e Tecnologia para o mercado.

(Foto: Juca Martins)